Orquestras Clássicas são como as Universidades: vivem o dilema da conservação x inovação. O caminho da conservação impõe a inadequação ao presente. Já a modernização a qualquer custo revela uma profunda submissão à complexa lógica do mercado (que não se submete)... conciliemos!
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Orquestras Clássicas são como as Universidades: vivem o dilema da conservação x inovação. O caminho da conservação impõe a inadequação ao presente. Já a modernização a qualquer custo revela uma profunda submissão à complexa lógica do mercado (que não se submete)... conciliemos!
thiagson
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·2d ago Você sabia que a música tem gosto? Sim, a música tem um gosto que pode ser apreciado pelo paladar. Não é só sobre o fato de que usamos a palavra “gosto” para se referir ao que agrada nossos ouvidos. É sobre o sabor da própria música. A sinestesia fez o monge Poncelet pensar, no século XVIII, um teclado de sabores e hoje temos até a Gastrofísica, ramo que se dedica a combinar sabores e práticas, como a música. A experiência de hoje foi apoiada pelo Club Social Snack, marca que representa o Funk no Lollapalooza 2025, e buscou associar vários ritmos de Funk aos vários sabores do salgadinho Club Social Snack. #clubnolollabr25 #publi
thiagson
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·1w ago Me acostumei com pouco por causa da origem simples e carrego isso comigo ainda hoje. Se a vida fosse um banquete, eu seria o que se habituou a comer pouco. Por isso, aprendi que quem gosta de comer muito fica de olho no meu prato, pois sempre vai sobrar… Há quem lucre muito com os que exigem pouco da vida! A comida aqui é uma metáfora do pouco dinheiro que me habituei a ter, mas, curiosamente, comecei a reparar que sempre deixo sobras no meu prato. Não como até o fim, E, de fato, eu não como muito. Mas, é como se a origem humilde tivesse me feito alguém que exige pouco da vida. Alguém que economiza até no sonho. Quando se permite sonhar. Reconheço isso nos meus semelhantes. E percebo hoje que a pior consequência da pobreza é o empobrecimento da nossa mente e da nossa perspectiva de vida. Não exigir muito da vida nos torna mão de obra barata, nos torna um meio para o enriquecimento alheio. E é por essa vida que eu tive que enxergar a importância do Funk Ostentação. Ele amplia as possibilidades de como pode ser a vida. E talvez por isso muita gente se incomode. O pobre ali não está exigindo pouco, não se contenta com um salário mínimo. Mas se o funk ostentação amplia os horizontes de como a vida pode ser. É preciso muito cuidado para não esquecer que o valor das coisas não está nas coisas, mas no que se pensa das coisas. Valor é sempre simbólico, e tá na nossa mente, assim como dinheiro é só papel! Obrigado pela atenção!
thiagson
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·3-16A prática do samplear no hip-hop expõe de maneira tão didática quanto explícita o princípio da composição musical: compomos a partir do que já foi composto. A originalidade que nasce do nada é uma farsa. Ou melhor, os verdadeiros originais são os que roubam bem, como diria Stravinsky (mas, talvez não tenha dito). Se antes da música eletrônica as referências musicais usadas por um compositor ficavam mais escondidas, a música eletrônica e principalmente o hip-hop trouxe a honestidade e até revelou o segredo maior da composição musical. O hip-hop mata a cobra e mostra o pau (ou melhor, mostra a própria cobra)! Usa mesmo outras músicas como exemplo para novas criações. O hip-hop é tão didático quanto um trabalho acadêmico em que é preciso mostrar as fontes citadas! Até porque toda a música do mundo hip-hop é feita por gente majoritariamente preta e periférica, gente que não tem tempo pra ideia besta e branca de originalidade. Mas contraditoriamente, é no roubo, é na apropriação autoral que o hip-hop se faz extremamente inovador e, portanto, original. O hip-hop atinge um objetivo que não foi buscado e isso é lindo! Como um gol de bicicleta sem querer! Sample é exemplo. Os exemplos de outras músicas que nos fazem criar as nossas. Sample não é uma simples “amostra”, um pedaço, mas é o grande princípio da criação musical! Referências Dicionário Etimológico Etymonline ‘Blurred Lines’ verdict would rock Amadeus and other great composers - texto de Mark Swed para o Los Angeles Times Musica Enchiriadis e Scolica Enchiriadis, os primeiros registros de polifonia, por volta do ano 900. Obrigado pela atenção!
thiagson
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·3-13Já tem alguns séculos que existe Pagode na música clássica. E isso explica também porque o samba romantizado tem esse nome! Conectando mundos. Referências “Pagodes” (1903) de Debussy Debussy Dicionário Etimológico Resumido (1966) de Antenor Nascentes Pagode: a transformação em gênero musical, artigo de José Luis dos Santos Meneses Playlista Pagodes da Música Classica by Thiagson: https://open.spotify.com/playlist/4Aj7oIZBwfTFXt7yk2T9vA?si=b6ZvavgoScSePqIX5lDvAQ&pi=CYeGej75S0SLc Obrigado!
thiagson
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·3-12Dia 5 março é dia da música clássica brasileira porque é aniversário do influente compositor brasileiro Heitor Villa-lobos. Semana passada o ex-deputal Arthur Do Val me chamou de "idiota" reagindo a um video meu em que falo que o Johan sebastian Bach se tornou um ídolo intocável da branquitude. E isso é um acontecimento que merece atenção: música clássica se tornou um fetiche de grupos conservadores, é usada para transmitir a ideia de elevação moral e superioridade intelectual. Pessoas conservadoras, sem nenhum compromisso real com a música de concerto, usam esse velho ideal de música clássica para atrair pessoas para seu projeto político conservador. Por que a música clássica é usada como aliciador por conservadores? Essa música representou as igrejas, a aristocracia e a burguesia. Por ter representado historicamente essas classes de poder, criou-se a ideia de que ela seria mais elevada esteticamente, moralmente até mais inteligente. E essa ideia perdura até os dias de hoje quando vemos pesquisas com pouco compromisso científico afirmando que ouvir Mozart te torna mais inteligente. Essa ideia em um país como o nosso de mentes colonizadas, de mentes vira-latas como disse Nelson Rodrigues, cola muito bem. Deixo uma breve bibliografia: -Etnomusicologia no Brasil, coletânea de artigos organizada de Angela Lühning e Rosângela Tugny - A Distinção de Pierre Bourdieu - Maestros, Obras-Primas e Loucuras - A Vida Secreta e A Morte Vergonhosa da Indústria da Música Clássica, de Norman Lebrecht - A Morte da Música Clássica, livro meu. - Artigo "O verdadeiro Baile do Mal" disponível no meu perfil do Academia.edu Playlist "Música Clássica by Thiagson" no Spotify https://open.spotify.com/playlist/5VFuJNMXzO80XOwWqwO0Kn?si=O-PEshRMS-Cfo1tS8R1QFg&pi=u-Dshe23gTQQGM Feliz dia da Música Clássica Brasileira! Feliz niver, Villa! Obrigado pela atenção!
thiagson
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·3-5Dizer que a música clássica nos eleva, nos torna melhores, mais inteligentes e ricos, é uma grande mentira, mas que ainda serve para sustentar financeiramente muitas instituições. Afinal, muita gente só compra ingressos e só consome música de concerto porque acredita, ainda, na lorota da elevação humana pela música europeia. O nome disso é colonialismo, apenas. REFERÊNCIAS: -Filme "Amadeus". -Ouçam as músicas citadas na playlist "Mozart Sirigaito by Thiagson" no Spotify. https://open.spotify.com/playlist/7gtc0G0jymU807nuL5yDLm?si=0dcda23ee4754d42 Trecho da participação no Bolhacast. Podcast apresentado só por mulheres e que amei participar! Vem ver no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=PXm2TXVnh00
thiagson
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·2-20Espaços de reflexão são espaços de autocrítica. Afinal, refletir tem também o sentido de olhar a própria imagem refletida. Fazer uma análise de si e poder suportar o que se vê. Cultivem relações e pessoas autocríticas na vida, isso é algo valioso. E se a universidade decepciona por ser conservadora e desatualizada, ela nos anima com sua autocrítica que não pode ser perdida! Venham participar do nosso clube de leitura https://forms.gle/Y3FWYqsJkHkUteSy7 Obrigado a seguidora Maria Carolina @itomcr por me apresentar Paul Preciado Referências do vídeo: Um Apartamento em Urano de Paul Preciado Outra Universidade de Pedro Demo Artigo Papers and patents are becoming less disruptive over time no site da Nature e matéria Ciência Menos Disruptiva da Revista Pesquisa Fapesp.
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·1-28Meu apoio ao @jones.manoel Aproveito para refletir e questionar um tipo de educação e educadores que têm como objetivo final boa performance em exames e concursos. Esta é a educação da adequação! Que saibamos identificá-la!
thiagson
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·1-28A estigmatização de pessoas negras é algo transgeracional. A história se repete nas falsas aparências de mudança. Michelle Alexander, no livro Nova Segregação da @boitempo, mostra que diferentes gerações de pessoas negras continuam sempre impedidas de acessos, são sempre estigamatizadas, mas como o mundo mente que está mudando, cada geração é estigmatizada e impedida de diferentes maneiras. O racismo se atualiza. Aproveito o caso do Oruam para falar sobre o essencialismo, uma forma de pensamento tão presente no nosso cotidiano quando nociva, afinal, o essencialismo é a base dos piores preconceitos sociais. Além do livra de Michelle, deixo a indicação do livro de Marcinho VP, intitulado Marcinho Verdades e Posições: o direito penal do inimigo. Livro escrito em conjunto com Renato Homem Todo meu apoio ao artista @oruam #oruam #marcinhovp #leandrohassum
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·1-25O FUNK É IMPORTANTE MUNDIALMENTE! E se aqui no Brasil ainda tem gente que insiste em ignorar essa verdade, autoridades da música de vários países pelo mundo reforçam o valor do funk brasileiro. Nosso professor Thiagson flagrou Jennifer Stumm, profissional norte americana que dá aulas na Áustria, dar um soco no elitismo clássico em plena Sala São Paulo. Confere aí! Já parou pra pensar como o seu gosto musical é moldado?! 🎧 TOCA UOL — onde você descobre a música de hoje e amanhã. #TOCAUOL #DescubraMúsica #TOCA_UOL #OndeaMúsicaSeMistura #MúsicaBrasileira #SPLASH_UOL #Thiagson #CanaldoThiagson #bailefunk #musicologia #culturadequebrada #culturaderua #uolmúsica
thiagson
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·1-20O maior problema da teoria de Adorno são os adornianos da opinião pública. Esses intelectuais usam Adorno simplificada (as vzs inconscientemente) para deslegitimar e problematizar gêneros musicais ou até dizer, como o Safatle já disse, que "É o fim da música". O Adorno que eu leio não é tão “fim dos tempos’ assim. No Fetichismo da Música e Regressão da Escuta, Adorno já começa dizendo algo mais ou menos assim: "falar em decadência musical é coisa mais velha que andar pra frente". Pois é, certos intelectuais atrapalham o entendimento do que Adorno trouxe e "indústria cultural" não é um adjetivo usado para inferiorizar gêneros musicais, é uma análise de como TODA A ARTE é vendida e consumida no capitalismo. E isso vale até pra música clássica! Adorno, assim como o doido do Thiagson, também era bem crítico da música clássica de seu tempo. Enxergamos como contraditório o que ainda não conseguimos estabelecer alguma conexão. Adorno não é um inimigo do Funk ou do Sertanejo, ele tem umas ideias que podem nos ajudar. E vamo continuar ouvindo! Pq funk e gostoso demais! Ninguém lê o mesmo livro, ninguém vê o mundo da mesma forma, afinal, o aprendizado é um processo autoral. Não se vê o mundo como ele é, mas vemos o mundo como somo. O Adorno que leio não é igual ao que muita gente de esquerda fala dele. Não se trata de defender Adorno, até porque o capitalismo mudou e as formas de se comercializar arte mudaram que contrariam muito a teoria do Adorno, teoria que nunca foi testada na pratica, como mostrou a Tia DeNora. Mas, se trata de conectar mundos e pensamentos. Aliás, outra coisa que ninguém diz sobre Adorno é que ele "é um obstáculo pra análise Marxista da música", como escreveu Adam Krims… Adorno acreditava no poder da música. É como se a música pudesse transformar a sociedade, ao contrário do que uma análise materialista diria: "é a organização social é quem define a música" Chega de surpresas por hoje! Vamos às referências. Dialética do Esclarecimento de Adorno e Horkheimer Fetichismo na Música e Regresão da Escuta de Adorno After Adorno de Tia DeNora Marxist music analysis without Adorno: popular music and urban de Adam Krims
thiagson
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·1-18Do dia que fui à USP levar cultura musical pro povo de lá! Rs @miguelworcman e Lucas obrigado pela filmagem!
thiagson
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·1-17AVISO DE EXPOSED! Exponho uma parte da rede familiar poderosa e ultraconservadora que o maestro João Carlos Martins parece esconder. O ex-pianista e atual regente passa a imagem de bonzinho espalhando a sedutora ideia de tirar jovens carentes da criminalidade através da música clássica. Mas, na verdade, tem uma família muito influente e já se envolveu em crimes tributários com Paulo Salim Maluf. Somada ao uso estratégico de sua história de superação individual, João Carlos Martins atrai visibilidade e consequente apoio financeiro para sua orquestra privada, que já foi acusada de fazer esquemas exploratórios. Investigando Referências Caso de Corrupção com Maluf: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj31129811.htm https://www.estadao.com.br/politica/joao-carlos-martins-e-condenado-no-caso-paubrasil/?srsltid=AfmBOoqVQ5s_D3aKCeSSD4GRdUlKAloiIrfq_omMMYHWVT7-aN7Q6TCu Entrevista de João Carlos Martins ao programa Roda Viva em 26/11/2012 https://www.youtube.com/watch?v=ByUY3B_Qy30 Concerto com Paulo Maluf - Jornal da República 18/12/1979 https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/tocador-de-grandes-obras-paulo-maluf-interpretou-tchaikovski-e-liszt-no-piano-video-653257/ Sobre Angela Gandra https://www.brasildefato.com.br/2025/01/02/ativismo-antiaborto-relacoes-ultraconservadoras-e-opus-dei-quem-e-angela-gandra-nova-secretaria-da-gestao-nunes-em-sp Sobre Ives Gandra (pai) https://www.metropoles.com/sao-paulo/oab-julga-recurso-contra-ives-gandra-por-incitacao-a-atos-golpistas https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/os-cargos-de-ives-gandra-martins-no-governo Biografia “O indomável: João Carlos Martins, entre o som e o silêncio” de Jamil Chade Pesquisa no instagram de seus familiares.
thiagson
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·1-6O violão clássico foi meu primeiro instrumento de formação. Depois fui estudar piano, clássico também pro curso de composição na UNESP. E foram tantas peças que toquei em vários recitais que muitas confesso que esqueci, mas é IMPRESSIONANTE como as coisas do Villa-Lobos NUNCA saem dos dedos, mesmo depois de alguns anos sem estuda-lo. Boa sexta família.
thiagson
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·1-3João Carlos Martins é ótimo exemplo da estratégia de usar o lema da transformação social pela música como estratégia para se alcançar lucro e visibilidade. É possível motivar a transformação pela música, mas os grandes projetos que prometem isso. Esse é um trecho em reel do último vídeo que postei aqui sobre essa ideia da "transformação social pela música", antiga ideia usada por colonizadores para "salvar" os não civilizados seduzindo com música para dominar. Minha referência foi para o vídeo foi o trabalho do musicólogo da universidade de Londres Geoff Baker. Geoff entrou em contato comigo (escrevendo bem português, o que me surpreendeu). Além disso, ele traduziu para o português seu livro sobre transformação social pela música. Olha, louvável atitude do londrino em tornar seu trabalho acessível aos latinos americanos falantes de português e espanhol! Tá no site dele de graça
thiagson
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·2024-12-26